sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Privacidade dos filhos - até onde respeitar?


Conversando com amigas sempre tenho ideias do que postar aqui. Sempre discutimos as questões que enfrentamos no dia-a-dia com nossos filhos e recentemente surgiu o tema privacidade e a dúvida, até onde ela deve ser respeitada ou não.
O assunto foi introduzido porque agora dizem que tem uma tal de onda "Nudes". Vou explicar: segundo me relataram, os meninos, através de um aplicativo, enviam uma mensagem a uma menina, dizendo que se ela enviar uma foto nua dela, ele promete que vai beijá-la. Parece uma pegadinha, mas não é, pois segundo consta, inúmeras meninas já caíram nesta lorota e fazem o tal do "Nudes". Aí, assim que recebe a foto, o suposto beijador a espalha para todos os seus contatos. "Inocentemente", os espalhadores do "Nudes" se justificam alegando que a foto vai por um aplicativo de imagens temporárias e que ela não dura muito tempo, somente alguns segundos. O que a tornaria praticamente auto-destruível. Mas não é bem assim. Não explicam que tem alguns espertinhos que fazem um Print da imagem e a guardam em seus banco de dados para espalhá-la quando quiserem e fazerem com que o estrago na vida da menina se torne maior.
O que mais me impressiona é que com tanta informação a que estes jovens são submetidos, tenha quem ainda caia numa cilada dessas. É no mínimo um truque muito fraquinho.
São inúmeras reportagens que saem na mídia, inclusive a que eles estão acostumados a ver, tratando desses assuntos que deixam as pessoas envolvidas com coisas assim, no mínimo envergonhadas.
Os jovens estão cansados de saber que fotos postadas na internet são impossíveis de controlar e uma vez que lá estão, provavelmente ficarão para sempre. Aí, vêm as perguntas: por que alguém as produz e por que alguém as reproduz. Só posso imaginar que no primeiro caso seja por estupidez e no segundo por total insensibilidade pelo mal que possa causar ao próximo. Simples assim. Tudo feito de uma forma tão tremendamente irresponsável que aproveito este gancho para voltar ao tema do texto. Acompanhar o que os filhos vêem na internet, o que fazem com seu celular, ter acesso às suas senhas é realmente invasão de privacidade ou preservação do ser que está sob nossa tutela, até que pelo menos tenha maioridade ou maturidade para conduzir sua própria vida sozinho?
Vou colocar aqui minha opinião
Primeiramente, eduquem seus filhos desde o dia em que saíram de sua barriga.
Não percam a oportunidade de comentar fatos como esses com eles.
Sim, eu concordo que privacidade tem um limite, quando esta põe em risco a integridade moral e física da pessoa, assim, ela nem sempre deve ser respeitada, como se respeita a de um adulto. Isto por uma simples razão, a criança e o adolescente não são maduros ainda para medirem com precisão as consequências dos seus atos e não são adultos para serem responsáveis por eles. Os adultos são os pais e responsáveis, portanto, cabe a estes últimos determinar o limite de respeito a esta privacidade.

Ana Margarida Jabali Marques