domingo, 11 de outubro de 2015

Adolescentes, ai, ai, ai! Vamos abordar alguns aspectos desta fase?


Os anos da adolescência colocam pais e filhos sob muita pressão emocional, e isto pode parecer muito ameaçador:
• Ao ver que os filhos querem se distanciar da família, os pais frequentemente se sentem incapazes e inadequados.
• Os filhos adolescentes podem mexer com os pais de tal maneira, que estes não conseguem dar um passo atrás e compreender o que os filhos estão precisando.
• Os desafios e emoções que os filhos fazem os pais viverem podem trazer à tona dúvidas e inseguranças a respeito de suas próprias crenças e das escolhas que fizeram em suas vidas.

É importante que os pais possam:
 • tornar seus valores e sua posição bem clara;
• dizer claramente o que querem e julgam inaceitável;
• dar bons motivos para as suas regras;
• insistir que algumas sejam observadas já em casa.

Sexo – talvez uma das questões mais difíceis para pais e filhos
A maioria dos jovens acha impossível visualizar seus pais tendo uma vida sexualmente ativa. Também é igualmente difícil para os pais reconhecerem o desabrochar sexual de seus filhos adolescentes, os seus fortes desejos sexuais e a realidade do fato de que já são fisicamente capazes. Não saber o que os seus filhos adolescentes estão “aprontando” pode provocar enorme ansiedade, e a imaginação pode correr solta.
A não ser que os pais aceitem a ideia de uma vida sexualmente ativa dos jovens, eles não serão capazes de passar as informações e o apoio que os filhos adolescentes tanto necessitam.

A maioria dos jovens quer saber mais do que os fatos básicos que aprendem na escola. Os adolescentes precisam de acesso a informações sobre contraceptivos, sobre os riscos de uma gravidez e sobre doenças sexualmente transmissíveis. As evidências sugerem que estas informações não constituem um estímulo para a atividade sexual - pelo contrário, fornecem a confiança de que eles precisam para retardar o processo. Quando chegar a hora, eles estarão mais preparados para usar o melhor método contraceptivo. Devido à alta incidência de gravidez entre adolescentes, da AIDS e outras doenças sexualmente transmissíveis, este tópico deve receber prioridade.
Os jovens querem que os pais os ajudem a lidar também com os aspectos emocionais dos relacionamentos. Pode ser difícil fazer isso de uma maneira positiva e encorajadora se os pais mesmos estiverem se sentindo desencantados, com pouca confiança e não muito resolvidos em relação à sua própria identidade sexual e escolha do parceiro – e mesmo quando estão resolvidos! Os jovens querem desafiar a atitude de seus pais em relação a sexo e com facilidade sabem como atingir as inseguranças deles a respeito de questões sexuais. Compartilhar certos aspectos de suas próprias experiências e ser honesto a respeito dos dissabores e das dificuldades de se ter e sustentar um relacionamento sexual duradouro será, provavelmente, uma atitude bem vinda.

Como as escolas podem ajudar
Um ambiente escolar saudável pode ser meio caminho andado entre a segurança de casa e as exigências e pressões do mundo adulto. As pesquisas com jovens fornecem uma visão daquilo que pode ajudá-los a se sentirem mais confiantes em si mesmos e capacitados para as novas conquistas. O que eles mais valorizam é um ambiente escolar que ofereça cuidados para que se sintam seguros e valorizados. Os jovens querem escolas que reconheçam que o seu estado de espírito afeta a sua capacidade de aprender.

Exames escolares
Tanto os garotos como as garotas deste grupo etário preocupam-se com os trabalhos escolares e os exames, e consideram estes como os principais causadores de seu estresse. Pode ser mais fácil imaginar isso com nossas filhas por vezes perfeccionistas e super conscienciosas, mas não com os rapazes “bon vivants” que deixam tudo para a última hora. O que às vezes tanto os pais como os professores não notam é que por trás de toda essa rebeldia pode estar uma ansiedade real sobre as futuras conquistas. O fantasma do desemprego pode ser aterrorizador, mesmo nessa idade. Se você teme o futuro e o fato de ainda não saber o que vai ser, provavelmente você tenderá a ficar mais insatisfeito e desmotivado. Os pais e professores precisam reconhecer como esses jovens são vulneráveis. Sem o apoio adequado, conselhos e incentivos, eles podem escolher caminhos que sejam os mais atraentes para o momento. Um adolescente sem uma visão realista do futuro pode se voltar para atividades que despertem emoções mas que não desenvolvem suas mentes, como usar drogas ou dirigir em alta velocidade – qualquer coisa que apague a realidade que está por vir.

Ajuda na escola
Muitas escolas tentam encontrar maneiras de oferecer ajuda aos alunos vulneráveis. Elas possuem orientadores ou treinam os próprios alunos para oferecerem apoio e aconselhamento aos seus pares. É importante que os pais saibam como funciona o lado educacional da escola:
• Que sistema existe para oferecer apoio individual a cada criança;
• Quem fica responsável pelos alunos;
• Que processos existem quando algo de errado acontece;
• Qual a política anti-bullying da escola, e se a implementam de uma maneira eficaz e reconhecida pelos alunos. 

Os adolescentes podem ficar bastante constrangidos e chateados se acharem que seus pais estão “metendo o nariz” no que eles entendem ser “seu território”. Ainda é preciso trabalhar muito para mudar o conceito de que apenas os fracos e inadequados pedem ajuda. Um bom contato e envolvimento casa-escola, lidado com sensibilidade, pode fazer toda a diferença.