quinta-feira, 10 de setembro de 2015

A criança, que ser incrível




Até o século XVII a infância era ignorada e considerada por todos um período de transição. A partir do século XVII, ela passa a ser reconhecida como uma etapa distinta e com características próprias do desenvolvimento humano. A criança sai do anonimato e passa a ter um mundo próprio separado do mundo do adulto (ARIÉS, 1981).

A infância sempre esteve ligada à ideia de dependência, assim a criança, no decorrer da história, vem sendo tratada como alguém com perspectiva de “vir- a- ser”, mas que ainda não é (ARIÉS, 1981).

A criança pode ser caracterizada por certas particularidades, dependendo do estágio de seu crescimento e desenvolvimento; são justamente essas características que as diferenciam do adulto, porém ela não deixa de expressar um ser humano completo e que vai desenvolver seu potencial à medida em que existam condições facilitadoras para tal. Para MACHADO (1985) a criança tem necessidades afetivas básicas para o seu desenvolvimento, e uma delas é a de proteção; esta se contrapõe à necessidade de independência, ou seja, quanto mais nova a criança, maior sua necessidade de proteção e menor a de independência.

Ao iniciar um estudo para caracterizar o que se considera “ser criança” pode-se pensar nos seguintes aspectos: “ser pequeno, frágil e inocente”, “ser humano cidadão”, “ser humano em fase de desenvolvimento”, “ser que se diverte”, “o ambiente e a formação da criança” e a “interação da criança com o adulto”. No dia-a-dia, a percepção relacionada às crianças é a de um ser humano fragilizado e pequeno, que requer habilidades específicas de quem se propõe a lhes prestar cuidados. Ao avançar, os resultados deste estudo mostram que, se inicialmente, a percepção que se tinha da criança era de um ser frágil, imaturo e despreparado para enfrentar a vida, necessitando da proteção do adulto, ao final da análise, passa-se a ver a criança como um ser em fase de desenvolvimento, como cidadão e com os mesmos direitos do adulto.

Leia mais: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0104-11691999000100010&script=sci_arttext

Do artigo – O ser criança – Percepção de alunas de um curso de graduação em enfermagem
Maria Aparecida Munhoz Gaíva 1
Mara Regina Ribeiro Souza Paião 2

1 Professora assistente do departamento de enfermagem materno-infantil da Faculdade de Enfermagem e Nutrição da Universidade Federal de Mato Grosso;
2 Professora assistente do departamento de enfermagem materno-infantil da Faculdade de Enfermagem e Nutrição da Universidade Federal de Mato Grosso