sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Adolescência


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Adolescência

Já falei que sou mãe de dois. Vivi duas adolescências bastante distintas (fora a minha, claro). Meu filho sempre foi contestador, grita primeiro pra depois escutar o que ele próprio falou, enfim, precisa sempre de um tempo para colocar as ideias em ordem. Sempre conseguiu, mas nossa, como foi complicado! Tinha umas épocas, que do nada, estávamos todos em paz, reunidos, assistindo a um filme por exemplo, ele de repente, levantava e começava um levante contra os aparelhos dos dentes dele. O tema do filme nem levava a este pensamento!!! Era surreal!!!!

Ele está hoje com 21 anos e de vez em quando ainda tem uns repentes. Uso a mesma tática: Peço a ele para escutar-se e pensar um pouco no que ouviu. Geralmente dá certo.

Teve uma história engraçada uma vez (dentre muitas). Teve um show aqui em Ribeirão – João Rock. Ele veio com mais três amigos para ficarem aqui em casa. Imaginem o estado que estava o quarto dele e o da irmã, que obviamente foi invadido para poder acomodar todo mundo. Já imaginaram? Pois é, isto mesmo. O chamei de ladinho e disse: antes de ir, ponha tudo em ordem. Principalmente o quarto da sua irmã!!! Ele respondeu: Tudo bem, mãe.

Eu percebi que não tinha sido uma afirmação convincente, mas quando estavam saindo, dei uma olhada e parecia tudo em ordem.

Depois que tudo se acalmou, fui ao quarto dele e abri a porta do armário… Sério, parecia uma cena de guerra. Respirei fundo, pensei, pensei, pensei e tive a seguinte ideia: Ele havia me pedido umas camisetas que comprei pela internet e que chegariam naquela semana; de fato chegaram na segunda-feira. Perfeito. Mandei um Whatsapp pra ele assim: Filho!!! Por que você não me avisou que o João Rock foi dentro do seu guardarroupa? Se avisasse eu também teria ido!!!! A propósito, chegaram suas camisetas. Elas estão sob minha custódia, até o rescaldo do João Rock, lá no seu armário, ok? Boa semana. Bj. Resposta: Hehe, podexá mãe, eu arrumo tudo.

Viram? Nenhuma briga!

Minha filha é o oposto. Difícil é brigar com ela. Nem o meu filho consegue (ela é seis anos mais nova que ele). Ela é madura, segura de si, determinada, focada, tem espírito de liderança, um monte de amigos e super de boa com a vida. Pode também não ser nada disso, porque, olha, a danada não me conta nada. Quando eu pergunto e a resposta é que sempre está tudo bem… Dá um pouco de preocupação, mas vou observando e estou aberta. Quando ela quiser, estou aqui.

Assim, espero que esteja tudo bem mesmo e continuo tentando.

Agora, ela é bem engraçada também, tem um humor refinado e umas tiradas ótimas e inteligentes. Vai longe minha baixinha.