quinta-feira, 10 de setembro de 2015

A escolha do nome do seu filho


Padrã
A escolha do nome do seu filho
A escolha do nome do filho pode ser um momento de muita diversão, estresse ou confusão.

Quem tem um nome que não gosta, dá uma dimensão diferente à escolha do nome do filho. Atribui uma importância que realmente tem, pois nome é algo que se carrega para toda vida e pode ser motivo de constrangimento. Melhor que seja algo que se carregue com orgulho, certo?

Eu tenho como opinião que ninguém tem que levar o nome de ninguém. Cada um tem que ter seu próprio nome. Muito chato isso de “fulano tem o nome do pai, ou do avô, ou do tio, ou da avó”. Já começa perdendo identidade. Se isto for um acordo, diminui uma briga entre o casal, pois ninguém vai querer impor o nome de ninguém da própria família.

Outra coisa importante é simplificar. Nomes bonitos e simples. Com grafias normais, sem duplos LL, Y, NN. O premiado passará a vida toda soletrando o nome onde quer que vá. No setor onde trabalho, aparece cada coisa, que imagino que a criança aprenda com segurança a soletrar seu nome lá pelo sétimo ano do ensino fundamental…

Tem um exemplo que todo mundo gosta de dar que eu acho que é uma lenda urbana, mas há quem jure que é verdade: O médico residente pega a ficha de um paciente e vai até a porta do consultório para chamar a criança. Lê o nome e chama: Letísgo! Vem a mãe com uma criança no colo e diz, é Let`s go doutor, Let`s go!

E a moda dos artistas americanos de dar nomes esquisitos aos filhos? Tomara que não chegue tão cedo por aqui, pois já temos suficiente inspiração (lembram-se de Baby Consuelo e Pepeu Gomes?).

Vejam alguns exemplos: Johnny Depp deu à sua filha o nome de Lily-Rose Melody que traduzido do inglês fica, Melodia do Lírio Rosa. Já The Edge, o guitarrista do U2, deu à filha o nome de Blue Angel, que significa Anjo Azul.

Mariah Carey soltou a criatividade e nomeou os filhos gêmeos de Maroccan (traduzido do inglês, Marrocos) e Monroe (homenagem à Marlyn Monroe). Caso tenha imaginado que a capacidade criadora dos astros parou por ai, saiba que o filho da atriz Alicia Silverstone chama-se Bear Blu (traduzido do inglês, urso Blu).

A escolha do nome é de qualquer forma, uma tarefa árdua e pode sim provocar discórdias entre os pais. Bom mesmo é que sempre haja consenso. Não dá para um escolher um nome que o outro deteste, só porque é a vez dele escolher. Não dá pra criar regras do tipo “se for menino o pai escolhe e se for menina a mãe escolhe”. Pode acontecer do casal só ter filhos do mesmo sexo e um não ter o direito, nem o prazer desta escolha.

A regra dos três nomes finalistas e a escolha final em consenso é na minha opinião a melhor opção.

Há os nomes que achamos bonitos, mas nem sonhamos o significado que têm. Se alguns pais soubessem, talvez não tivessem escolhido para seus filhos! Por isso é bom pesquisar antes. Tem tudo na internet.

Depois de tudo isto, sabendo que a escolha do nome é gosto dos pais, sofre influências culturais e familiares, corre-se o risco da criança crescer e não se identificar com a escolha… Aí é uma outra história, para outro dia, talvez.

Colaboração: Ronaldo Guizzo – MD Pediatra