quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Cuidados com o Coto Umbilical


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Cuidados com o Coto Umbilical
Acho que não tem uma mãe que ante o coto umbilical de seu recém-nascido, não tenha tido ao menos uma pequena hesitação quanto ao modo de agir. Claro, estou falando de mães leigas. As médicas e enfermeiras não vale. Já têm treinamento para isso. Eu mesma já não me lembro muito bem como cuidei do coto dos meus, mas acho que me recomendaram álcool 70º, na maternidade.

Como este assunto me fez frente, resolvi trazê-lo a tona e abordá-lo da maneira mais moderna que encontrei. Busquei informação na Sociedade Brasileira de Pediatria, que recomendou um livro recém publicado, que trago hoje para a informação de quem esteja interessado.

Vamos lá!

“O cordão umbilical é uma estrutura única, constituída por uma fina camada que recobre um tecido conectivo onde encontram-se duas artérias e uma veia e é responsável pela nutrição do feto durante a gestação. Logo após o nascimento ele é cortado da placenta e a partir deste momento não receberá mais oxigênio entrando num processo de mumificação ”

“A pele do recém-nascido e o cordão umbilical são colonizados pelas mesmas bactérias encontradas na pele adulta. A higiene precária ou um atendimento não adequado para o recém-nascido pode determinar a presença de outras bactérias patogênicas.”

“ Preconiza-se como norma essencial a limpeza do coto com água e sabão, mantendo este sempre seco. O uso de álcool etílico a 70% ou Clorexidina em concentrações de 0,5% a 4% são aparentemente eficazes em reduzir ainda mais o risco de infecção devendo ser incentivado o uso adequado em todas as maternidades e cuidados pós natais em casa.

As medidas de higiene das mãos de quem vai manipular o coto ou trocar as fraldas, a colocação de uma gaze limpa para cobrir o coto e a troca frequente de fraldas depois da micção ou evacuação são medidas essenciais e benéficas na redução das infecções do coto umbilical”

Neste livro também vi que nem sempre é conveniente o uso da clorexidina, principalmente na pele dos prematuros, pois pode causar queimaduras em sua pele extremamente sensível.

Outra coisa que é importante ressaltar é que o coto deve ficar para fora da fralda, pois o mesmo deve ser mantido sempre seco e fora de contato com qualquer material que possa contaminá-lo. A fralda com urina ou fezes é um grande infectante para o coto, assim, sua troca frequente e a manutenção do coto para fora da fralda, ajudará a evitar indesejáveis complicações com o umbigo do bebê.

O coto pode demorar a cair até duas semanas e isto pode ser aflitivo, mas é normal. Durante todo o tempo em que estiver presente ou que não houve a completa cicatrização após ter caído, os cuidados devem permanecer os mesmos do início, isto é, lavar com água e sabão, passar álcool etílico 70º e manter bem seco.

Leia mais em: “Consenso de Cuidado com a Pele do Recém-Nascido.” -Vânia Oliveira de Carvalho; Jandrei Rogério Markus; Kerstin Taniguchi Abagge; Susana Giraldi; Tânia Bernadete Campos.